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Um convite a tecer alteridades

outubro 4, 2011

Texto escrito por Maurício Fernandes Estudante de letras da PUC-RIO, ATOR e POETA

OS MUITOS PONTOS DA TECITURA DE TARANTO: UM CONVITE A TECER ALTERIDADES

“Ponto final” é, indubitavelmente, uma aula sobre o conceito de alteridade sem a pretensão de sê-la. Enquanto assistia a primeira aparição desta obra, na PUC-RIO, não entendia se apenas assistia ou iniciava uma tecitura de retalhos. Estes só poderiam ser meus pensamentos e inquietações mais profundas acerca da existência do Homem, das questões da Literatura e da Arte, sobretudo o Teatro; objeto de estudo eterno no qual me debruço. E ao tecer/ver o filme que se desvelava para mim, algumas palavras, cheias de poder, me acompanhavam num desafiador e sufocante percurso: Alteridade. Confronto interno. Amor. Dor. Filosofia. Sociologia. Psicanálise. Desejo. Sexo. Mitologia. Arte. Angústia. Infância. Enfim… A obra de Marcelo Taranto convida-nos, pelo menos a este humilde ator e poeta, a uma preciosa reflexão: a de repensar o que entende-se por humano e pela arte do cinema. Um cinema mais crítico, mais ácido e que ressucita a nossa loucura morta diariamente. Não nos acomodamos na cadeira do cinema, mas somos o outro que se apresenta na tela, cúmplices de uma história que também é nossa.

O olhar que lanço é no tocante ao devir que, tanto na literatura quanto na Arte e suas linguagens, tem por premissa perturbar e deslocar as muitas interpretações de um determinado objeto de estudo e/ou reflexão. E em detrimento a estedevir há o conceito de alteridade.

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‘Ponto final’ é uma metáfora sobre as relações partidas

setembro 1, 2011

Por Miguel Pereira

Exibido no último Festival de Gramado, Ponto final, de Marcelo Taranto, deve ter sua estreia comercial ainda em setembro. O filme vai na contramão do cinema que tem sido feito recentemente no Brasil. Não se destina às plateias que buscam no cinema apenas uma diversão imediata e logo esquecida. Pretende incomodar, fazer pensar, criar um certo desconforto no espectador que se sente um pouco como se entrasse num labirinto e andasse em círculos que não parecem ter fim. Trata-se de uma viagem que mistura passado e presente, sem estabelecer um ordenamento rígido dos tempos e dos espaços interpostos e sucessivos, numa lógica que procura a cumplicidade do espectador para fazer sentido. As lacunas ora aparecem como mudança de espaço, ora como monólogos reflexivos propostos diretamente ao espectador, ou ainda como quadros autônomos e repetitivos em planos de memória a serem conectados. A estrutura narrativa do filme se baseia assim numa forma aleatória que produz um certo estranhamento aos que estão habituados a receber tudo pronto como dado objetivo e concreto da narração.

A um só tempo, Ponto final se coloca como um discurso explícito das mazelas sociais brasileiras que tem como ponto de partida a morte casual de uma jovem, por bala perdida, numa rua do Rio de Janeiro, e como metáfora da vida contemporânea enquanto uma viagem ao íntimo das relações partidas, falidas ou em falência que são observadas no dia a dia de todos nós. Nesse mundo em que os afetos se desfazem com naturalidade e os reatamentos são complexos e de difícil realização, domina o desespero, o desencanto e um caminho inexorável para o fim, sem esperanças de mudança e expectativas de saída. É assim um filme que pesa como um sinal de alerta para um futuro incerto e sem grandes perspectivas. É um drama denso sob a aparência do óbvio. É, no fundo, um filme sobre a dor. A dor profunda da perda e a dor presente da diluição dos afetos.

Marcelo Taranto já havia abordado o tema da dor num curta-metragem premiado com o Margarida de Prata de CNBB, Ressurreição, de 1994. Na verdade, o sentido impresso naquele filme era a passagem do sofrimento de uma nação, o Brasil, para um novo tempo de abertura e possibilidades. A metáfora era também a linguagem escolhida por Taranto para traduzir o sentimento que queria transmitir ao espectador. Ponto final, de certo modo, examina o pouco avanço que fizemos no campo sócio-político e também nas estruturas sentimentais e afetivas que estamos vivendo. São quadros vivos de instantes, muitas vezes, propositalmente alongados e silenciosos, como a nos dizer que algo deve ser feito para que, no final, possamos encontrar algum alento. O chofer do ônibus, interpretado com talento e intensidade por Othon Bastos, é um pouco o condutor dos destinos que aponta para caminhos possíveis. Aliás, todo o elenco do filme traduz este sentimento de abandono com muita competência e nuances de expressão, Hermila Guedes, Roberto Bontempo, Dedina Bernardelli, Silvio Guindane e Júlia Bernat, sublinhados por uma trilha musical oportuna e bem posta.

fonte: Porta Puc-Rio Digital

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Matéria do Portal PUC-Rio no Festival de Gramado

agosto 29, 2011

Portal PUC-Rio Digital esteve presente em Gramado para cobertura do evento. Veja a matéria aqui:

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Trailer Oficial

julho 27, 2011

Sinopse:
Os sentimentos de culpa e indignação do executivo Davi servem de fio condutor para “Ponto Final”. Sua filha Beatriz, vítima da violência, era uma jovem que acreditava na boa índole das pessoas e na vocação do Brasil para o amor. Era aqui que iriam acontecer as grandes mudanças. O pai, ao contrário, sempre achou o país uma vergonha – por toda violência, injustiça e corrupção – e a morte de Beatriz só faz confirmar este seu pensamento. Um encontro inesperado, entretanto, leva Davi a reconsiderar sua vida e rever posições.

Nesses dias de tantos medos e desconfianças, em que, cada vez mais o ser humano sente necessidade de trancar tudo o que tem, trancando-se a si mesmo, a história mostra que só fazemos sentido a partir do outro. É no outro que encontramos forças para superar nossas perdas e adversidades. É no outro que ganhamos fôlego e inspiração para viver. Porque, só no “coletivo”, projetamos nossos sonhos e nos realizamos.

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Ponto Final na Revista Ônibus

junho 29, 2011

ônibusO Filme Ponto Final foi matéria da Revista Ônibus n°65 Junho/Julho. Para quem não conhece, ela foi criada em Março de 2000, como uma evolução do Jornal Ônibus, tablóide publicado desde a década de 80 pela Fetranspor, e da Revista Fetranspor, publicação de cobertura do Etransport e da Fetransrio, a Revista Ônibus tem se destacado como a principal ferramenta a serviço dos transportadores do Rio de Janeiro para a discussão de temas relevantes para o setor.

Totalmente relevante devido a ambientação do filme a matéria destaca “O ônibus sob um olhar artístico” . Confira a revista em sua versão on-line ou baixe no formato pdf para ter em seu computador. A matéria está na página 35.

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Ponto Final na Mídia on-line

maio 23, 2011

Marcelo Taranto e Teresinha Moraes AbreuCerimônia especial de pré-lançamento do filme, com o apoio da Plurex no dia 09 de maio, em sessão de gala no Unibanco Artflex Botafogo foi um sucesso. Rendeu algumas matéria nas mídias especializadas  tanto do  meio publicitário (mercado da Plurex) quanto em Cinema.

Veja os links de algumas publicações abaixo:

eAgora por José Luiz Mussolin

Front Comunicação por Pedro Abelha

Mídia Provider

Site do Sidney Rezende

Blog Borimbora por Kátya Elpydio

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