Tag Archives: Filme Ponto FInal

Um título bacana

janeiro 2, 2012

Com certeza você já deve ter ouvido alguém falar a frase engraçadinha que “na vida, tudo é passageiro… menos motorista e cobrador”. Essa gracinha esconde um clichê, que apesar de ser clichê, não deixa de ser verdade: na vida, realmente tudo é passageiro. Todos somos efêmeros diante dos caminhos que existem. Essa é apenas uma das várias reflexões pela qual o filme brasileiro Ponto Final passa. (E se você quiser saber a minha opinião geral sem ler o texto que ficou enorme, é: eu gostei do filme.)

Veja o texto completo em : Estou sem criatividade para bolar um título bacana

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Cobertura da Pré-estreia do filme Ponto Final

dezembro 14, 2011

Assista a Cobertura da Pré-estreia, na Cinemateca, do filme Ponto Final realizada pelo Canal do ônibus.

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PONTO FINAL: Um filme que faz refletir

dezembro 14, 2011

Por ADAMO BAZANI – CBN

“Uma viagem de ônibus! Você que anda todos os dias ou mesmo eventualmente neste fantástico veículo, integrador, pois reúne várias experiências e pessoas diferentes, já reparou em sua dinâmica?

Constantemente pessoas entram, saem. Todas buscam um destino, um sentido. Há aquelas pessoas que são apenas passageiras mesmo. Usam uma ou outra vez e nunca mais. Não voltam. Há aquelas que de simples passageiras, se tornam, como se diz no meio dos transportes, “demanda fixa”.

Essas pessoas marcam o dia a dia da dinâmica do ônibus e o ônibus marca seu cotidiano. Muitas fazem amizades entre os passageiros, com o motorista, com o cobrador. Inclusive, quando é folga ou falta deste profissional, o passageiro sente. E o contrário também: Se algum passageiro falta, o motorista e o cobrador percebem.

Mas surgem outros passageiros e constantemente vão aparecendo pessoas novas e as até amigas, repentinamente somem.”

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Exibição SALA CINEMATECA BNDES 07 de Dezembro

dezembro 5, 2011

Programa permanente dedicado à exibição de filmes brasileiros de média e longa-metragem inéditos no circuito comercial de exibição, o PRIMEIRA EXIBIÇÃO oferece aos realizadores um espaço para a projeção de seus novos filmes e permite que o público entre em contato, em primeira mão, com a produção audiovisual independente. Em dezembro, a atração fica por conta do novo longa-metragem do diretor Marcelo Taranto (o mesmo de A hora marcada): o drama Ponto final, estrelado por Roberto Bomtempo, Hermila Guedes e Othon Bastos.

CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207

próximo ao Metrô Vila Mariana

Outras informações: (11) 3512-6111  (ramal 215)
Taxa de manutenção: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

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Aprendendo a viver

novembro 18, 2011

O filme Ponto Final foi destaque no Jornal de Florianópolis Imagem da Ilha.

Trecho da matéria abaixo:

“Quando nossa vida é abalada com a morte de uma pessoa querida, precisamos unir forças para prosseguir nosso caminho. É com a ajuda do outro que conseguimos muitas vezes suportar a dor, recebendo conforto e novas alegrias. O filme “Ponto Final”, do diretor e produtor Marcelo Taranto, que estreia no final deste mês em Florianópolis, no Paradigma Cine Arte, mostra que através do “coletivo” nossas vidas podem mostrar o seu real valor e podemos descobrir o que em nós mesmos estava guardado…” Leia o Texto Completo

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Ponto Final: do não-lugar ao lugar

novembro 16, 2011

Maria C. Monteiro
Professora Titular de Literaturas de Língua Inglesa – UERJ.

O filme é constituído por uma cadeia de cenas decorridas, na sua maioria, no ônibus ou no terminal da linha rodoviária. O ponto final torna-se ponto de encontro, de chegadas e partidas, de buscas. O coletivo leva uns passageiros aos seus destinos, outros a lugar nenhum. As várias narrativas convergem para uma espécie de espaço trágico situado numa dimensão mais ampla, o Estado, pensado como agente de opressão e controle, sempre destacado nas vozes do motorista e do cobrador. Entretanto, apesar de o filme ser permeado de comentários de cunho político e social relativos ao Brasil de hoje, essa circunstância importa menos do que a universalidade das questões humanas nele dramatizadas, em tramas onde ganham relevo perdas, abandonos, procuras, no meio do difuso nonsense geral das coisas.
A história encena as vidas de duas personagens principais, impecavelmente criadas respectivamente por Roberto Bomtempo e Hermila Guedes. Ele, Davi, acaba de tornar-se “órfão” da filha, vítima de uma bala perdida. Ela, uma prostituta, sem nome, faz das viagens de ônibus ocasião para tristes demandas, seus clientes, é claro, mas também, e sobretudo, respostas para suas inquietações interiores, seu desconforto íntimo, tão intenso quanto vago. Com isso, o “não-lugar” das ações (o ônibus), como que abstratizado, torna-se um lugar onde se enlaçam três perspectivas de percepção da existência, tensas e contraditórias, porém intercomplementares: a do motorista, a de Davi, a da prostituta.
As cenas da história se desenvolvem na noite, quando os diálogos se abrem a uma certa intimidade, promovendo relações súbitas e impressentidas, entre presente e passado, encontros e desencontros, escolhas e desistências, tudo referenciado a uma busca obstinada pelo sentido dos gestos e ações do dia a dia.
As tomadas valorizam cor e espaço, sublinhando a significação dos episódios. Assim, por exemplo, a neblina, os ambientes sombrios materializam o vazio, que deixa de ser um tema abstrato, para integrar-se à trama, à maneira de uma suplementação sensorial. Mas, nessa atmosfera por assim dizer cinzenta, ganha relevo, por contraste, o tom vermelho, símbolo universal das paixões incendiárias: e há figurações poéticas de corpos e desejos, obstruídos porém pelo desconhecimento próprio e mútuo, que acaba impondo um derradeiro silêncio, a inviabilizar as relações: “uma chave na fechadura da porta, sustentando todas as outras, presas, inutilmente, no mesmo chaveiro”, diz um personagem, que no entanto atira a chave ao mar, em atitude libertária que desencadeia ventos e luzes, outras possibilidades enfim, onde o ponto final, como é próprio da virtude dos círculos, coincide com o ponto do começo.
Assinale-se ainda que o filme, na especificidade do seu método narrativo, procede por intermitência de cenas, situadas ora no passado ora no presente narrados, não por um encadeamento destinado a apreensão lógica e imediata, mas de modo um tanto tumultuário e nebuloso, lembrando portanto o ritmo dos relatos oníricos.
Trata-se, para dizer numa palavra, de um filme cuja complexidade temática e estrutural não há de deixar indiferentes os espectadores; como as obras de arte que fazem jus ao título, a par da beleza plástica da concepção, um filme, em síntese, que faz pensar.

Maria C. Monteiro
Professora Titular de Literaturas de Língua Inglesa – UERJ.
Autora de Sombra Errante: a preceptora na narrativa inglesa do século XIX (2000); Na aurora da modernidade: a ascensão dos romances gótico e cortês na literatura inglesa (2004); Leituras contemporâneas – interseções nas literaturas de língua inglesa (2009).

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