Tag Archives: Festival de Gramado

Um título bacana

janeiro 2, 2012

Com certeza você já deve ter ouvido alguém falar a frase engraçadinha que “na vida, tudo é passageiro… menos motorista e cobrador”. Essa gracinha esconde um clichê, que apesar de ser clichê, não deixa de ser verdade: na vida, realmente tudo é passageiro. Todos somos efêmeros diante dos caminhos que existem. Essa é apenas uma das várias reflexões pela qual o filme brasileiro Ponto Final passa. (E se você quiser saber a minha opinião geral sem ler o texto que ficou enorme, é: eu gostei do filme.)

Veja o texto completo em : Estou sem criatividade para bolar um título bacana

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Cobertura da Pré-estreia do filme Ponto Final

dezembro 14, 2011

Assista a Cobertura da Pré-estreia, na Cinemateca, do filme Ponto Final realizada pelo Canal do ônibus.

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Ponto Final: do não-lugar ao lugar

novembro 16, 2011

Maria C. Monteiro
Professora Titular de Literaturas de Língua Inglesa – UERJ.

O filme é constituído por uma cadeia de cenas decorridas, na sua maioria, no ônibus ou no terminal da linha rodoviária. O ponto final torna-se ponto de encontro, de chegadas e partidas, de buscas. O coletivo leva uns passageiros aos seus destinos, outros a lugar nenhum. As várias narrativas convergem para uma espécie de espaço trágico situado numa dimensão mais ampla, o Estado, pensado como agente de opressão e controle, sempre destacado nas vozes do motorista e do cobrador. Entretanto, apesar de o filme ser permeado de comentários de cunho político e social relativos ao Brasil de hoje, essa circunstância importa menos do que a universalidade das questões humanas nele dramatizadas, em tramas onde ganham relevo perdas, abandonos, procuras, no meio do difuso nonsense geral das coisas.
A história encena as vidas de duas personagens principais, impecavelmente criadas respectivamente por Roberto Bomtempo e Hermila Guedes. Ele, Davi, acaba de tornar-se “órfão” da filha, vítima de uma bala perdida. Ela, uma prostituta, sem nome, faz das viagens de ônibus ocasião para tristes demandas, seus clientes, é claro, mas também, e sobretudo, respostas para suas inquietações interiores, seu desconforto íntimo, tão intenso quanto vago. Com isso, o “não-lugar” das ações (o ônibus), como que abstratizado, torna-se um lugar onde se enlaçam três perspectivas de percepção da existência, tensas e contraditórias, porém intercomplementares: a do motorista, a de Davi, a da prostituta.
As cenas da história se desenvolvem na noite, quando os diálogos se abrem a uma certa intimidade, promovendo relações súbitas e impressentidas, entre presente e passado, encontros e desencontros, escolhas e desistências, tudo referenciado a uma busca obstinada pelo sentido dos gestos e ações do dia a dia.
As tomadas valorizam cor e espaço, sublinhando a significação dos episódios. Assim, por exemplo, a neblina, os ambientes sombrios materializam o vazio, que deixa de ser um tema abstrato, para integrar-se à trama, à maneira de uma suplementação sensorial. Mas, nessa atmosfera por assim dizer cinzenta, ganha relevo, por contraste, o tom vermelho, símbolo universal das paixões incendiárias: e há figurações poéticas de corpos e desejos, obstruídos porém pelo desconhecimento próprio e mútuo, que acaba impondo um derradeiro silêncio, a inviabilizar as relações: “uma chave na fechadura da porta, sustentando todas as outras, presas, inutilmente, no mesmo chaveiro”, diz um personagem, que no entanto atira a chave ao mar, em atitude libertária que desencadeia ventos e luzes, outras possibilidades enfim, onde o ponto final, como é próprio da virtude dos círculos, coincide com o ponto do começo.
Assinale-se ainda que o filme, na especificidade do seu método narrativo, procede por intermitência de cenas, situadas ora no passado ora no presente narrados, não por um encadeamento destinado a apreensão lógica e imediata, mas de modo um tanto tumultuário e nebuloso, lembrando portanto o ritmo dos relatos oníricos.
Trata-se, para dizer numa palavra, de um filme cuja complexidade temática e estrutural não há de deixar indiferentes os espectadores; como as obras de arte que fazem jus ao título, a par da beleza plástica da concepção, um filme, em síntese, que faz pensar.

Maria C. Monteiro
Professora Titular de Literaturas de Língua Inglesa – UERJ.
Autora de Sombra Errante: a preceptora na narrativa inglesa do século XIX (2000); Na aurora da modernidade: a ascensão dos romances gótico e cortês na literatura inglesa (2004); Leituras contemporâneas – interseções nas literaturas de língua inglesa (2009).

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Crítica de Ely Azeredo no Rio Show

outubro 26, 2011

Exercício de reflexão

O novo filme de Marcelo Taranto, “Ponto final”, ousa levar a cada espectador a necessidade de ajustar seu poder de reflexão para navegar no drama. Quem se acomodar na “máquina de sonhar” vai se perder no labirinto. Porque desde as imagens iniciais — que não coincidem com o começo da história — o sonho já acabou.
Davi (Roberto Bomtempo) vaga pela noite remoendo perdas, como o fim de seu casamento. Sem rumo, costuma tomar ônibus no ponto final, assim como uma mulher (Hermila Guedes, excelente), que se diz prostituta por prazer. A proximidade acena com uma redenção para o protagonista.
Um caso de bala perdida e desabafos do trocador evocam impasses sociais do país. “Ponto final”, no entanto, procura levar à tela impasses universais, como a finitude do ser e a fraqueza humana para relações profundas. São temas bergmanianos. Mas isso não os torna intocáveis por cineastas como Taranto, que — mesmo alcançando raramente a poesia — ousa propor a interação do real e do imaginário, como Bergman e Resnais.

Fonte: Rio Show

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Salas de Cinema – Ponto Final

outubro 21, 2011

O filme Ponto Final está em Cartaz nos cinemas:

Cine Jóia

End.: Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 680, Subsolo H – Rio de Janeiro – RJ

Sessão das 20h30
- Todos os Dias

Paradigma Cine Arte

End.:  Rod. José Carlos Daux (SC-401) nº: 8600
Centro Empresarial Corporate Park , Bloco 08 Sala 02 – Santo Antonio de Lisboa,
Florianópolis-SC
Telefone : (48) 3239-7777 e 9935-9814

Sessões: 25, 26 e 27 de novembro as 17:10
28, 29 e 30 de novembro  e 1 de dezembro as 21:00

Cinemateca Brasileira

End.: Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – São Paulo, 04021-070
Telefone: (11) 3512-6111

Sessão: 7 de dezembro as 20:00 – na programação “Primeira Exibição”.

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Pré-Estréia do Filme Ponto Final

outubro 19, 2011

O filme Ponto Final teve sua pré-estréia, dia 17 de outubro, no Unibanco Artplex em Botafogo com a presença do elenco e equipe técnica.  O portal da PUC-Rio entrevistou o diretor Marcelo Taranto e os atores do filme registrando o momento de emoção nos agradecimentos finais na sessão. Clique aqui e assista a matéria na íntegra.

Veja as fotos da cobertura do evento:

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