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Curta um Bom Filme com Cine Joia

novembro 3, 2011

Se você estava esperando uma chance para conseguir um ingresso para o filme “Ponto Final”…

Esse é o momento!

A Pipa Distribuidora sorteará ingressos para quem participar da promoção em sua Fan Page no Facebook

Mas se você quer aumentar suas chances acompanhe o Facebook e o Twiter da rádio Oi FM que sortearão 10 entradas com direito a acompanhante para essa próxima semana no Cine Jóia.

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Entrevista no Canal do Ônibus

outubro 27, 2011

Marcelo Taranto foi entrevistado por Daniel Romagnolo no Canal do Ônibus. Assista o vídeo:

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Crítica de Ely Azeredo no Rio Show

outubro 26, 2011

Exercício de reflexão

O novo filme de Marcelo Taranto, “Ponto final”, ousa levar a cada espectador a necessidade de ajustar seu poder de reflexão para navegar no drama. Quem se acomodar na “máquina de sonhar” vai se perder no labirinto. Porque desde as imagens iniciais — que não coincidem com o começo da história — o sonho já acabou.
Davi (Roberto Bomtempo) vaga pela noite remoendo perdas, como o fim de seu casamento. Sem rumo, costuma tomar ônibus no ponto final, assim como uma mulher (Hermila Guedes, excelente), que se diz prostituta por prazer. A proximidade acena com uma redenção para o protagonista.
Um caso de bala perdida e desabafos do trocador evocam impasses sociais do país. “Ponto final”, no entanto, procura levar à tela impasses universais, como a finitude do ser e a fraqueza humana para relações profundas. São temas bergmanianos. Mas isso não os torna intocáveis por cineastas como Taranto, que — mesmo alcançando raramente a poesia — ousa propor a interação do real e do imaginário, como Bergman e Resnais.

Fonte: Rio Show

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Pré-Estréia do Filme Ponto Final

outubro 19, 2011

O filme Ponto Final teve sua pré-estréia, dia 17 de outubro, no Unibanco Artplex em Botafogo com a presença do elenco e equipe técnica.  O portal da PUC-Rio entrevistou o diretor Marcelo Taranto e os atores do filme registrando o momento de emoção nos agradecimentos finais na sessão. Clique aqui e assista a matéria na íntegra.

Veja as fotos da cobertura do evento:

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Um convite a tecer alteridades

outubro 4, 2011

Texto escrito por Maurício Fernandes Estudante de letras da PUC-RIO, ATOR e POETA

OS MUITOS PONTOS DA TECITURA DE TARANTO: UM CONVITE A TECER ALTERIDADES

“Ponto final” é, indubitavelmente, uma aula sobre o conceito de alteridade sem a pretensão de sê-la. Enquanto assistia a primeira aparição desta obra, na PUC-RIO, não entendia se apenas assistia ou iniciava uma tecitura de retalhos. Estes só poderiam ser meus pensamentos e inquietações mais profundas acerca da existência do Homem, das questões da Literatura e da Arte, sobretudo o Teatro; objeto de estudo eterno no qual me debruço. E ao tecer/ver o filme que se desvelava para mim, algumas palavras, cheias de poder, me acompanhavam num desafiador e sufocante percurso: Alteridade. Confronto interno. Amor. Dor. Filosofia. Sociologia. Psicanálise. Desejo. Sexo. Mitologia. Arte. Angústia. Infância. Enfim… A obra de Marcelo Taranto convida-nos, pelo menos a este humilde ator e poeta, a uma preciosa reflexão: a de repensar o que entende-se por humano e pela arte do cinema. Um cinema mais crítico, mais ácido e que ressucita a nossa loucura morta diariamente. Não nos acomodamos na cadeira do cinema, mas somos o outro que se apresenta na tela, cúmplices de uma história que também é nossa.

O olhar que lanço é no tocante ao devir que, tanto na literatura quanto na Arte e suas linguagens, tem por premissa perturbar e deslocar as muitas interpretações de um determinado objeto de estudo e/ou reflexão. E em detrimento a estedevir há o conceito de alteridade.

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‘Ponto final’ é uma metáfora sobre as relações partidas

setembro 1, 2011

Por Miguel Pereira

Exibido no último Festival de Gramado, Ponto final, de Marcelo Taranto, deve ter sua estreia comercial ainda em setembro. O filme vai na contramão do cinema que tem sido feito recentemente no Brasil. Não se destina às plateias que buscam no cinema apenas uma diversão imediata e logo esquecida. Pretende incomodar, fazer pensar, criar um certo desconforto no espectador que se sente um pouco como se entrasse num labirinto e andasse em círculos que não parecem ter fim. Trata-se de uma viagem que mistura passado e presente, sem estabelecer um ordenamento rígido dos tempos e dos espaços interpostos e sucessivos, numa lógica que procura a cumplicidade do espectador para fazer sentido. As lacunas ora aparecem como mudança de espaço, ora como monólogos reflexivos propostos diretamente ao espectador, ou ainda como quadros autônomos e repetitivos em planos de memória a serem conectados. A estrutura narrativa do filme se baseia assim numa forma aleatória que produz um certo estranhamento aos que estão habituados a receber tudo pronto como dado objetivo e concreto da narração.

A um só tempo, Ponto final se coloca como um discurso explícito das mazelas sociais brasileiras que tem como ponto de partida a morte casual de uma jovem, por bala perdida, numa rua do Rio de Janeiro, e como metáfora da vida contemporânea enquanto uma viagem ao íntimo das relações partidas, falidas ou em falência que são observadas no dia a dia de todos nós. Nesse mundo em que os afetos se desfazem com naturalidade e os reatamentos são complexos e de difícil realização, domina o desespero, o desencanto e um caminho inexorável para o fim, sem esperanças de mudança e expectativas de saída. É assim um filme que pesa como um sinal de alerta para um futuro incerto e sem grandes perspectivas. É um drama denso sob a aparência do óbvio. É, no fundo, um filme sobre a dor. A dor profunda da perda e a dor presente da diluição dos afetos.

Marcelo Taranto já havia abordado o tema da dor num curta-metragem premiado com o Margarida de Prata de CNBB, Ressurreição, de 1994. Na verdade, o sentido impresso naquele filme era a passagem do sofrimento de uma nação, o Brasil, para um novo tempo de abertura e possibilidades. A metáfora era também a linguagem escolhida por Taranto para traduzir o sentimento que queria transmitir ao espectador. Ponto final, de certo modo, examina o pouco avanço que fizemos no campo sócio-político e também nas estruturas sentimentais e afetivas que estamos vivendo. São quadros vivos de instantes, muitas vezes, propositalmente alongados e silenciosos, como a nos dizer que algo deve ser feito para que, no final, possamos encontrar algum alento. O chofer do ônibus, interpretado com talento e intensidade por Othon Bastos, é um pouco o condutor dos destinos que aponta para caminhos possíveis. Aliás, todo o elenco do filme traduz este sentimento de abandono com muita competência e nuances de expressão, Hermila Guedes, Roberto Bontempo, Dedina Bernardelli, Silvio Guindane e Júlia Bernat, sublinhados por uma trilha musical oportuna e bem posta.

fonte: Porta Puc-Rio Digital

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